segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Cantos surdos

É quando o pesadelo acaba que a realidade me esmaga.

Procuro astuta o assassino da alma - agora podre.

Um segundo de queda e tudo muda.

Esbarra nos cantos a violência da pólvora.

Os ouvidos surdos deparam-se com o vazio de som, de dor, de pensamento.

O assassino foge e eu fico, como sempre,

quebrada.

3 comentários:

Anónimo disse...

talvez nao fosse um assassino, e o tenhas confundido com o destino.

Miguel Nobre disse...

para ti e para toda gente Joaninha:

"tu és o teu proprio assasino.."

.
.
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Anónimo disse...

o próprio assassino é o que escreveste... porque foi o que mais fundo me tocou (=
xxx amo-te Joana<3