sábado, 23 de dezembro de 2006

Suspiro


As folhas subiam, em gesto invertido, após uma queda vertiginosa. O ar a fugir de nós como nós fugiamos de nós próprios. Silêncios de palavras e a paisagem. Escapa um olhar para trás, ao fundo o rio ultrapassado pela estátua como nós nos ultrapassavamos a cada passo, a cada suspiro. Suspirámos pelo Mundo fora e por nós a dentro e pouco andamos, mas corremos a Vida. E quando damos o suspiro final, eis que a árvore estava viva.

2 comentários:

Miguel Nobre disse...

:)
bonito texto

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Anónimo disse...

Há tribos que acreditam que se esculpirem a face de uma pessoa no tronco de uma arvore, a sua alma vive para sempre.

Todas as estátuas deviam ser animadas por madeira.

V