sábado, 6 de janeiro de 2007

Eu, Máquina.

O telefone não toca, talvez não saiba que preciso ser tocada.
Ainda tenho o sabor a vidro na face apodrecida de mim. Lágrimas mecânicas, como roldanas de fingir... Fingir ser gente, fingir sorrir. Pele de espelho partido, olhar de certidão de óbito... Já não quero fingir. Quero chorar o Mundo e ver-me cair para cima, aos pés da Lua, aquela Lua.
E estilhaçar as estrelas.

3 comentários:

Miguel Nobre disse...

:)

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Anónimo disse...

E'a mesma lua a que nos Elumina. Longe do Olhar, mas muito perto do peito.

Sílvia disse...

Ah, a Lua... A Mãe. Quando caíres, estou convicta que te amparará. E qual máquina te sintas, renasces criança e mulher - de carne e sangue. "... não existe um último renascer."