
Sonhei-te.
Éramos um abraço,
Éramos dois pares de pernas entrelaçadas de saudades,
Éramos uma despedida...
Dois olhares que nunca mais se cruzariam,
Mas que diariamente se veriam - para sempre.
Havia amor!
(Maior que a distância que me recolhe do Mundo.)
Éramos dois corpos paradoxalmente unidos,
Dois seres que partilhavam os mesmos lençóis de camas separadas.
Estranho...
Nunca serias esse abraço.
Foi apenas um sonho.
4 comentários:
Se o poema cá está é por isso mesmo.
Sonhei mesmo isto esta noite. Mas não era eu nem ele, éramos, como disse, um abraço, um amor, uma despedida lavada em lágrimas, uma promessa para sempre e para nunca mais. Foi um sonho, Jane.
Engraçado, quando te conheci escrevias prosa...
as palavras muitas das vezes não têm que retratar o que vivemos, o que sentimos, enquanto poetas/escritores (ainda que estejamos muito longe de nomes que há muito são imortais neste campo) podemos criar mundos com essas palavras, descrever sonhos, sentimentos, mesmo que não sejam os nossos. quanto ao texto em si, gostei muito. um beijo
Utilizas a escrita como uma espécie de catarse. Um súbito segregar de sentimentos latentes no cérebro..cruzando o sonho e a realidade numa metáfora de imagens expostas sobre uma folha branca. Pelo menos assim me parece. Toma estas palavras como elogio, pois é isso que elas pretendem ser.
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