quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Irreal

Vazia como uma ostra a quem roubaram a pérola,
Toco a irrealidade do oxigénio
E faço-me bolha de ar,
Abrigada no calor duma chávena de café.
Longe das memórias fotográficas
Em que convalescia no chão
Das lesões provocadas pela tua fachada de pedra,
Distante do colo que me fazia menina,
Das mãos que me diziam de nós...
Que me diziam muito.
Mas essa sombra quis morrer antes de mim
Transformou os meus suspiros em ventos,
Os meus sussurros em gritos
E partiu(me) na mentira.

1 comentário:

Miguel Nobre disse...

deixa de beber café!!!

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