terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Morre, morre e morre.


Morre, morre e morre.
Tenho outra - a cores, viva - mas esta, em que acreditei, tu matas.
Porque tu ergues muralhas de vida à morte que alimento.
Porque tu acorrentas o terror de te ter nestas saudades suadas.
Morre de raízes coladas ao chão do teu peito mole que jaz a escassos metros da fonte.
Porque tu esgotas os segundos, os últimos segundos, antes das Horas do Medo, antes do Tempo da ausência da fala. Só isso? Os gemidos, já ausentes, nestes segundos, nada farão por nós naquelas Horas.
Porque tu tremes em ti a vontade de mim que morre e morre no revolver da tua voz longe do rio que tu arrastas.
Sabias?

3 comentários:

Anónimo disse...

Também é complicado para mim, acredita. Dava tudo pa que as horas esticassem nestes ultimos dias, mas eh impossivel tal acontecer.

Miguel Nobre disse...

acho que nao percebi o texto no seu todo..

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Unknown disse...

brilhante a maneira como escreves. adicionei o teu blog aos links do canticos das sombras, espero que não te importes. *