terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Não sei se consigo morrer e depois viver

Ante a possibilidade de não parar de respirar, nunca.

Pois que árvore dará o papel para a escrita consoladora

Se não tiver nos seus ramos mais que pesadas cinzas?

Continuarei a ver do alto, numa clarividência renegada,

O surgir da primeira pinga nascida do Nada

Acompanhar calada o seu trajecto confuso

E aceitá-la depois como lágrima minha?

Que Pierrô de olhar triste

Sente esse frio metálico percorrer-lhe o espectro moribundo?

Como é possível perder-me sem nunca me ter achado?

É urgente ouvirem-me cantar.

4 comentários:

Anónimo disse...

confundi-me.

Beijo

Miguel Nobre disse...

para aprenderes a tocar viola..
eu posso te ajudar..
mas.. em primeiro de tudo..
tens de acreditar..


.
.
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Anónimo disse...

Referia-me ao derradeiro canto do Cisne.
Mas aprender finalmente a tocar tambem ajudava xD

Anónimo disse...

cruzadas...